Resenha de HQ: The Walking Dead #01- 50



Resultado de imagem para hq the walking deadLivro: The Walking Dead # 1
Autor: Robert Kirkman

Entrei no mundo das HQ's por acaso, quando comecei a ler Academia Gotham. Quando fiquei viciada em e pensei: Por que não ler outras? Foi ai que me deparei com as HQ's de The Walking Dead. Eu já era fã da série a algum tempo, mas a HQ conseguiu domar minha atenção e hoje sou mais fã delas do que da série em si.

Assim como na série, nas HQ vamos acompanhar a vida de Rick, um policial que acorda do coma e se depara com algo que até então ele não sabia o que era. Sua mulher e seu filho tinham ido embora, assim como toda sua vizinhança, havia corpos para todos os lados e um cenário horrível de destruição. Rick tem apenas uma solução para seus problemas: Sobreviver!

Ler uma HQ não é nenhum bicho de sete cabeças, mas é algo totalmente diferente de ler um livro e não estou falando somente dos desenhos. A escrita é bem diferente, o enredo e algumas vezes até a dinâmica. O que mais me atraiu em TWD foi a diferença entre série e HQ. O que na série demora uma temporada para acontecer na HQ acontece em algumas páginas.

É um pouco difícil falar da escrita do autor. Robert Kirkman consegue conduzir muito bem o enredo e a passagem do tempo na HQ, mas sua escrita não é algo rebuscado, pois isso provavelmente não se encaixaria na história, porém temos diálogos bem legais que facilitam a leitura.

Estou lendo a quinquagésima primeira HQ e fico impressionada com a reviravolta que a história toma a cada página. Os desenhos, os personagens, os sentimentos expressados ao longo dos quadrinhos e, é claro, os zumbis, contribuem para que The Walking Dead seja uma série muito boa, que me deixa desesperada e é impossível deixar de ler.

Recomendo para quem gosta ou não do universo zumbi e digo isso porque o autor não foca só nos mortos-vivos, ele procura sempre mostrar como o ser humano reage a uma situação dessa, ao ponto das pessoas fazerem coisas absurdas e consideradas horrendas para um mundo "normal". Detalhe, tire tudo que está acontecendo na série no momento e curta a HQ. Lembrando que um quadrinho não tem a estrutura igual a de um livro, mas pode ser uma obra com uma mensagem tão boa quanto ;)

Resenha| Meio Mundo, de Joe Abercrombie






Autor: Joe Abercrombie / Ano: 2017 / Páginas: 368 / Editora: Arqueiro / Nota: 5-5
Thorn Bathu tem o sonho de ser uma guerreira, assim como seu pai foi um dia. Mas ao contrário dos meninos, Thorn encontra mais dificuldades de realizar seu sonho, por conta do machismo que as pessoas têm por ela ser uma menina.

Mesmo assim a garota ignora todos os comentários e começa seu treinamento para ser um dos guerreiros do exército do rei Unthil. Tendo um professor que faz de tudo para acabar com ela, Thorn aceita seu desafio final de lutar contra três outros alunos, mesmo que isso seja injusto e incorreto. A luta termina em uma tragédia, algo que o professor queria que ocorresse, e quando menos espera Thorn está presa em uma cela condenada a morte por assassinato.

O único que pode ajudá-la no momento é Pai Yarvi, ministro do rei e protagonista do primeiro livro da trilogia, que oferece liberdade a garota em troca de alguns favores que ela só vai saber depois. Desesperada para se livrar da morte Thorn aceita o acordo de Yarvi e embarca com uma tripulação esquisita para uma viagem de um ano com o propósito de conquistar aliados para a grande guerra que se aproxima sobre o Mar Despedaçado.

Para quem não sabe o livro Meio Rei tem o primeiro capítulo do livro Meio Mundo, então tinha esperança de que o segundo livro tivesse o destaque maior de uma personagem feminina, coisa que dificilmente acontece nos livros de Abercrombie.

Quem conhece a escrita do autor sabe o quanto ele escreveu a trilogia A Primeira Lei de uma forma mais pesada, tanto na escrita quanto no cenário, e a trilogia Mar Despedaçado traz algo totalmente diferente nesse novo trabalho. O livro tem o foco mais jovem, leve e agradável de ter um acompanhamento, mas também não deixa de ter uma pitada de sangue que Joe Abercombrie sabe ter.

Claro que isso ocorre porque os públicos das duas trilogias são diferentes, mas dessa vez a balança do autor estava mais equilibrada referente a alguns tópicos, como: o número de personagens, cenas de guerra, tempo de duração do enredo, características do ambiente criado, tudo estava mais fácil de ler.

Thorn foi foco do livro em grande parte e não me recordo até hoje de ter lido algo com uma personagem que tenha evoluído tanto em sua força e determinação. Talvez, por recentemente termos mais garotas empoderadas nos livros algumas pessoas achem ela com características clichês de uma Girl Power, mas nunca é demais ver uma menina sendo retratada como uma guerreira na literatura. Principalmente quando a mesma ainda está cheia de livros machistas e repleta de heróis masculinos.

A palavra machismo estar explicitamente presente na sinopse de um livro sem que ele fale exatamente sobre o feminismo é algo a se parabenizar a editora Arqueiro pela forma de abordar o público de livros desse gênero para a mensagem que está presente na leitura.

Mas ao todo Meio Mundo não fala somente de mulheres guerreiras e seu espaço. O enredo traz uma guerra das grandes que se aproxima aos poucos. A sabedoria de Pai Yarvi e sua Rainha Lalith, que já foi considerada sua mãe, fizeram a história se encaixar de forma perfeita e aos poucos o livro ganhou sua forma e marca registrada.

Com a proposta de agradar um público mais jovem, Meio Mundo cumpriu com seu dever ao me trazer uma leitura maravilhosamente agradável do começo ao fim. O autor tem ganhado cada vez mais um espaço na minha estante, e recomendo que isso aconteça na estante de vocês também.

Resenha| O Sol Também é Uma Estrela, de Nicola Yoon


Autora: Nicola Yoon / Páginas: 288 / Editora: Arqueiro / Nota: 5/5
Sinopse: Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.
Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.
O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?
Natasha não sabe mais como é a vida em seu país natal, Jamaica. Morando com a família de forma ilegal nos Estados Unidos desde que era pequena, Natasha entra em desespero ao receber a notícia de que foram descobertos e agora eles terão que ser deportados.
Enquanto isso Daniel tenta aceitar o destino que seus pais coreanos rigorosamente impuseram sobre seu futuro, e mesmo que seu coração o mande ser poeta, sua obediência o obriga a tentar ser médico, como os pais querem.
Mas no meio de toda essa incerteza do futuro Daniel percebe no meio da multidão um lindo cabelo afro dançante, com uma jaqueta de couro descolada e fica curioso pra ver quem é sua dona que anda tão determinada por aí. Eis que ele descobre a teimosa, marrenta e incrédula Natasha, que não acredita em amor a primeira vista e muito menos em destino. Agora o garoto tem apenas um dia e algumas perguntas para provar, através de um teste científico, que o destino dos dois foi traçado e que Natasha poderá sim se apaixonar por um garoto que conheceu recentemente.

O que esperar de "O Sol Também é uma Estrela" nem eu mesma sabia. Com a rotina agitada do dia a dia, tudo que busquei foi uma leitura leve, interessante e que me tirasse da ressaca literária que estava ultimamente. Acabei encontrando tudo que esperava nesse romance tão fofo que me trouxe várias emoções.

Conhecer a narrativa envolvente e o enredo perfeito de Nicola Yoon foi incrível. Sua escrita trouxa uma dinâmica muito boa para o livro e achei interessante como ela intercalava os capítulos, contando a vida de outros personagens, fugindo um pouco do foco entre Natasha e Daniel e logo após voltava para os dois.

Ficar na torcida foi o que me motivou a terminar a leitura tão rápido. Saber o que seria do futuro desse casal e porquê eles estavam destinados a ficar juntos me causou uma ansiedade muito envolvente.

A maneira como a autora trata levemente de assuntos sobre crenças, ciências, destino e amor trouxeram a leveza que o livro precisava, sem aquela agressividade de tentar empurrar uma opinião a todo custo em cima do leitor e sim de mostrar que duas pessoas diferentes podem se amar e se respeitar.

Tudo acontece por causa de consequências e são por conta delas que temos um final suspirante e diferente de muitos romances. Ao todo o livro me trouxe uma experiência muito agradável e uma sensação de paz e conforto. Não vejo a hora de ler outras obras da Nicola e recomendo que você faça o mesmo.

Resenha| Diário de Uma Paixão, de Nicholas Sparks


Autor: Nicholas Sparks / Ano: 2017 / Páginas: 176 / Editora: Arqueiro / Nota: 5/5SinopseTraduzidos para 50 idiomas, os livros de Nicholas Sparks já venderam mais de 100 milhões de exemplares no mundo.“Quando me sentei para planejar a história de Noah e Allie, muitos anos atrás, nunca imaginei aonde minha própria jornada me levaria. Embora tenha gostado de escrever todos os meus livros, sempre terei um carinho especial por Diário de uma paixão.” – Nicholas SparksDuke é um homem simples com uma vida modesta, mas amou alguém de todo o coração e, para ele, isso sempre foi suficiente. Na clínica de repouso em que vive, Duke se dedica a ler poemas para os outros pacientes, mas, para uma senhora que sofre de Alzheimer – e somente para ela –, lê um diário especial à espera de que um milagre aconteça. Nele está escrita a emocionante história de Allie Nelson e Noah Calhoun, dois jovens que descobrem o verdadeiro significado da paixão, mas são separados por uma série de obstáculos e mal-entendidos. Muitos anos depois, a vida dá conta de uni-los novamente e a paixão volta com todo o seu fulgor. Já noiva de um bem-sucedido advogado, Allie precisa optar entre manter o rumo estável de sua vida e se entregar ao verdadeiro amor, correndo todos os riscos. Com a leitura do diário, Duke recorda a própria vida e, às vezes, a senhora consegue romper as barreiras da doença e retomar sua antiga identidade alegre e vivaz. E, sempre que isso acontece, Duke tem a certeza de que o amor relatado nas páginas do diário é a força mais poderosa do Universo. 'Diário de uma paixão' foi o primeiro romance publicado por Nicholas Sparks e é uma prova do talento que o consagrou por todo o mundo. Entremeando as histórias de Allie, Noah e Duke, ele construiu um conto romântico que se tornou um verdadeiro clássico.

Não sei por onde começar essa resenha. Talvez eu deva falar sobre expectativas. Quem acompanha as resenhas do meu blog já deve estar ciente do tamanho do problema que eu carrego há tempos. Existe aquele ditado que diz "não julgue o livro pela sua capa", mas por mais que eu me esforce, eu não consigo exercitar esse pensamento na minha vida - e Jonathan TropperKeri Smith e Isabela Freitas são testemunhas disso.

Julguei, sim, Diário de Uma Paixão. Custei acreditar que eu estava lendo Nicholas Sparks. Esse não é o tipo de livro que a gente lê por prazer; é o tipo de livro que a gente lê por se aventurar em novos gêneros, mas sem esperar muito, por não fazer parte do seu ciclo de leitura, eu achava. Mas eis que veio o primeiro golpe: o livro é muito bom. Numa escala de zero a dez, minha nota é, com toda certeza, um dez. 

O livro é muito bem narrado - esse é o momento perfeito para colocar em prática os tipos de narrador (Gérard Genette). Duke é um homem solitário que passa o resto dos seus dias lendo para pessoas em um asilo. A principio, Duke é um narrador extradiegético-heterodiegético. Ele conta a história de Noah e Allie e seu romance quase proibido devido às suas diferenças sociais: para a família de Allie, mais especificamente para mãe dela, Noah não é a pessoa perfeita para Allie.

A gente conhece as personagens ao qual o romance gira em torno já no futuro, anos após eles serem separados por motivos já mencionados. Allie agora está prestes a se casar com Lon, o julgado marido perfeito pela sua mãe, e três semanas antes do seu casamento, Allie, que passou anos sem notícias de Noah, recebe um sinal de vida e decide procurá-lo para um último adeus.

O livro vai além desse estereótipo de romances destinados a senhoras da terceira idade ou garotas religiosas que sonham com um amor que só existe na ficção, e por motivos óbvios, também conhecidos como spoilers, eu não vou me aprofundar. Acontecem diversas reviravoltas. Acontecem muitas coisas pelas quais vale a pena ler o Diário de Uma Paixão. E se você, assim como eu, tem problemas com expectativas, saia dessa. Vamos desconstruindo isso. Comece por Nicholas Sparks.

Resenha| O Que o Câncer Me Ensinou, de Sophie Sabbage

Autor: Sophie SabbageAno: 2017 Páginas: 220 Editora: Sextante Nota: 3/5Sinopse: Meu câncer é sistêmico e incurável, mas estou vivendo com ele. Na verdade, estou me fortalecendo com ele. Se eu considerar as estatísticas, as previsões e as probabilidades, sou um caso perdido. Mas prefiro não fazer isso. Opto por entender a doença sem me entregar a ela, me resignar sem sucumbir, gritar meu nome do alto das estatísticas antes que minha identidade seja soterrada no frio anonimato dos números. Dedico os dias, as horas e os minutos a prolongar a vida, com a inabalável intenção de criar minha filha até ela se tornar adulta, de envelhecer com meu amado marido e de fazer a diferença que gosto de pensar que vim ao mundo fazer. Não tenho qualificação para ajudar você a superar o seu problema. Mas sou qualificada para ajudá-lo a superar o seu condicionamento, o que acredito também ser essencial para o processo de cura. Posso mostrar-lhe como ficar bem, mesmo quando estiver se sentindo mal, e como resolver as questões emocionais que podem ter contribuído para a sua doença. Espero que esta leitura o inspire a sentir a vibração da vulnerabilidade, a energia do propósito e a maravilha de forjar o seu próprio caminho pela floresta densa e escura que às vezes parece não oferecer trégua ou escape. Torço, principalmente, para que você perceba que o câncer tem algo a ensinar; basta saber como ouvir o que ele está tentando dizer.
Eu não tenho câncer. Eu nunca tive e, se depender da minha vontade, nunca terei, mas sei que as coisas não funcionam assim. Escrevo essa resenha fugindo um pouco da imparcialidade. Eu compactuo com a filosofia Till It Happens to You, que consiste em entender completamente apenas o que já foi vivenciado, e para mim isso é algo totalmente empático. Escrevo essa resenha avaliando o livro, mas também os fatores externos a ele - e espero que isso faça algum sentido e espero também que não pareça com um eufemismo para fins comerciais.

A autora define o livro como uma "obra que é parte autobiográfica e parte autoajuda". Eu não tenho muito a dizer, senão que é um ótimo amparo para almas desamparadas. É muito óbvio qual seja o público ao qual o livro se endereça. No entanto, almas desamparadas de qualquer natureza pode aproveitar alguma coisa dos ensinamentos de Sophie. Não somos preparados para lidar com o pior. Sempre esperamos pelo melhor, ou pelo menos deveríamos, e é exatamente sobre isso que o livro é: se manter positivo, mesmo com seu o mundo prestes a desmoronar. 

Por mais que eu deteste autoajuda, no geral, o livro é bom. Com alguns vacilos na narrativa, mas ainda assim bom. Se eu tivesse câncer, eu compraria este livro e não me arrependeria de tê-lo comprado. Se eu tivesse um amigo com câncer, eu o recomendaria sem sombras de dúvidas. Mas como ele não foi escrito para mim - e para mim, eu me refiro ao público ao qual eu me insiro -, ele não é tão atraente. E isso sem considerar o fato dele ser um livro de autoajuda - um lance complicado de se engolir com naturalidade. Ele é completo, como um catálogo de deveres para suavizar a sua jornada rumo a cura do câncer, caso você tivesse um câncer. Contém alguns documentário, algumas informações sobre tratamentos alternativo, tratamentos convencionais, médicos e clinicas em diferentes partes do mundo. No geral, ele é bom, mas dá uma pecadinha na narrativa. Ele é um pouco previsível. Ele tem 220 páginas, folhas grossas, fonte comum, mas além do sumário, ele tem uma breve descrição dos capítulos, cujos nomes são autoexplicativos. Aí o livro que já não era tão atraente por não ser um livro destinado a você, se torna menos atraente ainda por jogar em sua cara o conteúdo do livro inteiro nas primeiras páginas.

E as coisas não são tão confusas quanto parecem: o livro é um livro de autoajuda, gênero do qual eu não sou muito fã; o livro foi escrito para um público do qual eu não faço parte; o livro tem alguns vacilos na narrativa; mas o livro não é ruim. Eu diria que ele cumpre com o que promete. Mesmo com os "problemas" citados, ele ainda é um livro que merece atenção de quem precisa de algo do tipo. E só.

Meu Jeito Certo de Fazer Tudo Errado, Klara Castanho e Luiza Trigo

 
Autores: Klara Castaonho e Luiza TrigoAno: 2017 Páginas: 375 Editora: Arqueiro Nota: 5
SinopseEm 2014, na Bienal do Livro de São Paulo, Klara Castanho foi pedir um autógrafo para Luiza Trigo, que estava lançando seu novo livro. Desse encontro nasceu uma amizade. 
Um ano depois, inquieta e cheia de ideias, Klara pediu ajuda de Luiza com o conteúdo de um programa jovem de entrevistas que planejava fazer na internet, baseado no que via no dia a dia. Depois de trabalhar um pouco no que Klara havia escrito, Luiza sugeriu: “Que tal pegarmos esses textos e transformarmos em um livro?”. Klara adorou. 
Assim surgiu a história de Giovana, uma garota que acaba de se mudar com a família para São Paulo e que, de quebra, precisa encarar os dilemas da adolescência. Obedecer sempre aos pais controladores ou se aventurar em busca de independência? Ignorar suas convicções para andar com o grupinho popular do colégio, ou isolar-se com a amiga tímida e solitária? Viver um grande amor e perder o amigo, ou contentar-se com a friendzone?
O resultado disso tudo são situações e personagens coloridos e autênticos, já que suas dúvidas, erros e acertos foram inspirados nas vivências das próprias autoras. E isso mostra um pouco do motivo pelo qual elas compartilham a paixão pela leitura: com ficção podemos exprimir grandes verdades.

Lembro da birra que eu fiz para conseguir o Meus 15 Anos da Luiza Trigo. Na resenha, eu falei da autora como se fosse a maior destruidora de lares que você respeita. Estou dizendo isso, porque eu quase repeti a cena ao ver o Meu Jeito Certo de Fazer Tudo Errado, o mais recente livro da Luiza, mas agora bem mais da Klara do que da própria Luly. O livro nasceu de uma amizade que teve início na Bienal de 2014 e também de alguns rascunhos da Klara para um projeto. E assim como o Meus 15 Anos, Meu Jeito Certo de Fazer Tudo Errado está uma delicinha de ser lido. Vale a pena.

No livro, Giovanna acabou de se mudar de Campinas para São Paulo contra sua vontade. Não estava nos seus planos ir a São Paulo justo no início do ensino médio, mas como os negócios na agência de moda dos seus pais estavam indo tão bem, eles decidiram levá-lo mais adiante, e ela não teve escolha, senão ir se acostumando com o seu mais novo lar.

E por estar no auge da adolescência é que o livro se torna interessante, pois ele trata de temas bastantes clichês com um público que, se ainda não viveu, viverá muito em breve. Serve como um guia, contendo os vacilos da adolescência (lê-se drogas, más influências e a adolescência herself). 

O livro tem aquela vibe de Garotas Malvadas (2004), e eu amo Garotas Malvadas. Sem muitos esforços, você consegue encaixar cada personagem do livro nas personalidades das personagens de Garotas Malvadas: Nanna seria a Cady, Manu seria a Regina, Miguel seria o Aaron etc. E eu vejo isso como consequência de ter uma cineasta no campo da literatura. Desde Meus 15 Anos que eu tenho notado que ela vem usando as suas armas para trazer leitores para o cinema - mesmo que de forma involuntária. E essa conversa entre as artes é incrível. 

Quando eu li Will & Will, eu não consegui distinguir quem era quem. Fui até a metade do livro jurando que só tinha um Will no protagonismo. Aí, toma epifania. O livro foi escrito pelo John Green e David Levithan, e cada um dos autores assumiu a responsabilidade de criar um dos dois personagens protagonistas, dos quais a história se intercalava a cada capítulo. Criativo. Mas por que eu estou falando isso? Porque as personagens do romance de Green e Levithan tinham personalidades próprias. Acredito que nenhum dos dois traziam características dos respectivos autores. Giovanna é a Klara Castanho. Não 100%, mas uma porcentagem suficiente para o "eu" falar mais alto do que o "ela". Não consegui desvincular a imagem dela enquanto eu lia o livro, e talvez você não consiga também.

Eu não vejo isso como algo negativo. Quem lê o meu blog, sabe que eu sempre tento escrever em primeira pessoa, tento externar o que eu realmente penso. Isso dá proximidade ao leitor. É confortante saber que você não está sozinho nessa. As pessoas têm buscado cada vez mais representatividade e não há lugar melhor para demonstrar isso do que em sua arte. 

Lançamentos de Março| Arqueiro e Sextante




Oi, pessoal! Há quanto tempo, não? Estive muito ocupada por esses meses, por isso estou correndo para ter algo aqui no blog. Esses dias recebi a noticia de que nossa parceria com a Arqueiro e Sextante está chegando ao fim, então esses é o último post de lançamento que faço divulgando os livros da editora. 

O que espero é conseguir a parceria novamente, mas se isso não ocorrer fico imensamente feliz por tudo que eles fizeram por mim nesses dois anos. Digo isso porque a Sextante foi a primeira editora que aceitou meu blog como parceira, quando ainda estava começando a publicar minhas primeiras resenhas. Então independente de como será esse ano serei eternamente grata a tudo que eles fizeram por mim e toda delicadeza que eles tiveram em me tratar bem. Meu muito obrigado a toda paciência, todos o mimos, todos os livros, eventos e confiança dada por eles a mim. 

Mas agora vamos ao foco do post! Segue os lançamentos de Março.

O SOL TAMBÉM É UMA ESTRELANicola Yoon - Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.
Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.
O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?

A CHAVE DE REBECCA - Ken Follett - Norte da África, Segunda Guerra Mundial. As tropas britânicas na região estão sofrendo perdas significativas. Não há dúvidas de que alguém está informando o inimigo sobre os movimentos e planos estratégicos do exército britânico.
O espião é conhecido por seus compatriotas alemães como Esfinge, mas para todos os outros é o empresário europeu Alex Wolff. Após cruzar o deserto, ele chega ao Cairo, no Egito, munido de um rádio, uma lâmina letal e um exemplar do livro Rebecca, de Daphne du Maurier. Violento e implacável, ele está disposto a tudo para cumprir a missão que recebeu.
Para isso, conta com a ajuda de uma dançarina do ventre tão inescrupulosa quanto ele.

IRMÃOS DE SANGUE - Nora Roberts - A misteriosa Pedra Pagã sempre foi um local proibido na floresta Hawkins. Por isso mesmo, é o lugar ideal para três garotos de 10 anos acamparem escondidos e firmarem um pacto de irmandade. O que Caleb, Fox e Gage não imaginavam é que ganhariam poderes sobrenaturais e libertariam uma força demoníaca.
Desde então, a cada sete anos, a partir do sétimo dia do sétimo mês, acontecimentos estranhos ocorrem em Hawkins Hollow. No período de uma semana, famílias são destruídas e amigos se voltam uns contra os outros em meio a um inferno na Terra.
Vinte e um anos depois do pacto, a repórter Quinn Black chega à cidade para pesquisar sobre o estranho fenômeno e, com sua aguçada sensibilidade, logo sente o mal que vive ali. À medida que o tempo passa, Caleb e ela veem seus destinos se unirem por um desejo incontrolável enquanto percebem a agitação das trevas crescer com o potencial de destruir a cidade.

QUANDO A BELA DOMOU A FERA - Eloisa James - Eleito um dos dez melhores romances de 2011 pelo Library Journal, Quando a Bela domou a Fera é uma deliciosa releitura de um dos contos de fadas mais adorados de todos os tempos. Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.
Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.


JARDINS DA LUA - Steven Erikson - Desde pequeno, Ganoes Paran decidiu trocar os privilégios da nobreza malazana por uma vida a serviço do exército imperial. O que o jovem capitão não sabia, porém, era que seu destino acabaria entrelaçado aos desígnios dos deuses, e que ele seria praticamente arremessado ao centro de um dos maiores conflitos que o Império Malazano já tinha visto.
Paran é enviado a Darujhistan, a última entre as Cidades Livres de Genabackis, onde deve assumir o comando dos Queimadores de Pontes, um lendário esquadrão de elite. O local ainda resiste à ocupação malazana e é a joia cobiçada pela imperatriz Laseen, que não está disposta a estancar o derramamento de sangue enquanto não conquistá-lo.
Porém, em pouco tempo fica claro que essa não será uma campanha militar comum: na Cidade do Fogo Azul não está em jogo apenas o futuro do Império Malazano, mas estão envolvidos também deuses ancestrais, criaturas das sombras e uma magia de poder inimaginável.

A VIDA SECRETA DAS ÁRVORES - Peter Wohlleben - E se tudo o que você sempre pensou saber a respeito das árvores estivesse errado? E se, apesar de tão diferentes de nós, descobríssemos que elas compartilham diversas características dos humanos?
Nos últimos anos a ciência tem comprovado que as árvores e o homem têm muito mais em comum do que poderíamos imaginar. Assim como nós, elas se comunicam, mantêm relacionamentos, formam famílias, cuidam dos doentes e dos filhos, têm memória, defendem-se de agressores e competem ferozmente com outras espécies – às vezes, até com outras árvores da mesma espécie. Algumas são naturalmente solitárias, enquanto outras só conseguem viver plenamente se fizerem parte de uma comunidade. E, assim como nós, cada uma se adapta melhor a determinado ambiente.

O QUE O CÂNCER ME ENSINOUSophie Sabbage - Opto por entender a doença sem me entregar a ela, me resignar sem sucumbir, gritar meu nome do alto das estatísticas antes que minha identidade seja soterrada no frio anonimato dos números.
Dedico os dias, as horas e os minutos a prolongar a vida, com a inabalável intenção de criar minha filha até ela se tornar adulta, de envelhecer com meu amado marido e de fazer a diferença que gosto de pensar que vim ao mundo fazer.
Não tenho qualificação para ajudar você a superar o seu problema. Mas sou qualificada para ajudá-lo a superar o seu condicionamento, o que acredito também ser essencial para o processo de cura.

NATE É UM ESTOUROLincoln Peirce - Nate está apaixonado pela aluna nova. Mas depois que a briga dele com Andy ganhou as páginas do Clarim Semanal, ele arrumou um problema BEM maior do que o castigo depois da aula! Será que Nate vai dar a volta por cima? E será que a Taça de Lama anual vai ser um estouro... ou uma bomba?
Conheça a nova história do Nate, o desenhista MAIS legal da Escola 38 e o aluno MENOS querido pelos professores.


SENHORA DAS ÁGUAS - Pedro Siqueira - Psicóloga experiente, Gabriela sempre tratou a religião como crendice ou truque da mente. Quando sua mãe fica doente, ela acaba se aproximando do capelão do hospital, padre José, mais em busca de apoio do que por uma questão de fé. Após o falecimento da mãe, Gabriela mantém contato com o sacerdote, confortável pelo fato de ele não procurar convertê-la.
Porém, depois de pouco mais de um mês, a psicóloga tem uma notícia devastadora: uma grave doença se alastra por seu corpo. Como lidar com a mente dos pacientes se a sua própria já não parece funcionar mais?
Ao revelar o caso a padre José, Gabriela recebe um conselho: viajar para Lourdes, uma cidade famosa pelos milagres de cura. Mesmo sem a mínima confiança e determinação, ela decide partir em peregrinação para lá.

SENHORA DOS ARESPedro Siqueira - Durante a Segunda Guerra Mundial, uma esquadrilha da Força Aérea dos Estados Unidos não consegue completar uma missão na Itália devido a um fenômeno inexplicável. Quando sobrevoam o monte Gargano, os militares têm uma visão sobrenatural que os aterroriza e os faz voltar para a base.
O que poderia ser apenas um ataque militar frustrado acaba se tornando o ponto de partida para a conversão de dois oficiais. Curiosos para desvendar o misterioso evento, Connors e Bloom vão até um convento na cidade de San Giovanni Rotondo, onde pode estar a resposta para suas dúvidas.

LIVRO ILUSTRADO DOS MAUS ARGUMENTOS - Ali Almossawi - Diante das discussões cada vez mais absurdas nas redes sociais, Ali Almossawi resolveu resgatar uma dose – necessária e urgente – de lógica para a era da internet. O resultado é este livro acessível, que explica, com divertidas ilustrações, as 19 principais falácias que tornam insustentáveis tantos argumentos e debates.
Você aprenderá a reconhecer frequentes abusos da razão, como a falácia do espantalho (em que se deturpa o argumento do outro para poder atacá-lo com mais facilidade), o apelo a uma autoridade irrelevante e a bola de neve (em que uma proposição é desacreditada sob a alegação de que levará inevitavelmente a uma sequência de eventos indesejáveis).

Faça algo por você mesmo!


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Fiz 18 anos. Para ser mais exata, no dia 20 de janeiro do ano de 2016.
Há dezoito anos eu nascia e já crescia com responsabilidades nas costas. Como muitos de nós.
Irmã mais velha, que protege a mais nova. Uma estudante muito boa que tirava boas notas, e que se isso não acontecesse? Misericórdia! Parecia que eu joguei pedra na cruz.
Mas o que eu mais escutei nesses 18 anos de vida foi: Uma pessoa inteligente que terá um futuro brilhante!

Pode parecer estranho da minha parte estar escrevendo isso, e parte de vocês deve estar pensando "pra que isso?", mas não vou julgá-los, pois eu estaria falando isso alguns anos atrás.
Hoje, eu não digo isso porque os dezoito anos bateram na porta e por obrigação tive que abraçá-los.

A introdução desse texto talvez não faça sentido até agora, mas eu vou explicar o porquê.
Quando eu fiz dezoito anos todos esperavam algo de mim. E quando eu digo algo quero dizer que tudo que eu fizesse a partir do dia 20 deveria ter êxito. Trabalho, ENEM, faculdade, carreira, relacionamento, tudo. Resultado? Não tive exito em nada disso.

As pessoas a minha volta devem ter ficado um pouco decepcionadas com o que aconteceu. Ou melhor, por tudo que ainda não aconteceu, mas claro que nenhuma delas me disse isso. Foi ai que minha cabeça começou a girar e mesmo tendo completado a maior idade a um ano, comecei a me sentir excluída por não ter resolvido minha vida e até cheguei a pensar se seria um fracasso em tudo que eu fazia daqui para frente.

Então minha cabeça girou mais um pouco e eu percebi que tudo que eu havia planejado até agora não tinha sido por mim, não totalmente. Eu estava fazendo para um plateia que esperava a todo custo que eu fosse algo. E então eu percebi que eu não queria ser nada. Nada daquilo que eles queriam.

As vezes as pessoas chegam em mim e fazem perguntas do tipo: E a faculdade começa quando?, Você não queria ser escritora?, Já terminou seus livros?, mas no meu ouvido é como se fosse: Tem certeza que você quer escrever livros?, Você ainda não iniciou a faculdade?, Cadê aquela menina inteligente que eu conhecia?. Foi ai que eu percebi que havia algo errado. Não comigo, mas com o que as pessoas a minha volta viam quando olhavam para mim.

A menina prodígio antes dos vinte. Era isso. Isso que todos esperavam. E essa foi uma ideia tão bem implantada na minha personalidade, que me vi ao ponto de chorar por não ter realizado todos os meus sonhos quando completei a maior idade. O desespero, a dor, o sentimento de fracasso, tudo isso me assolava quando eu havia acabado de sair do berço da minha mãe, (como alguns colegas de trabalho gostam de dizer sobre minha idade).

Então eu parei tudo. Respirei. Chorei o que tinha que chorar. Escrevi o que tinha que escrever. E me organizei. Não da forma como me aconselhavam, mas da forma como eu queria. Escolhi minha faculdade, arrumei um emprego temporário que irá me render o dinheiro necessário para algumas coisas e decidi esperar, ir com calma e dando um passo de cada vez para não tropeçar nas próprias pernas.

O resultado é que ainda não conclui todas as etapas da minha vida, até porque tenho dezenove anos, mas pela primeira vez eu sinto que estou fazendo tudo como desejo. Eu me sinto mais livre para fazer o que realmente escolhi e decidi tomar algumas decisões por conta própria.

Decidi também tirar toda aquela carga emocional de cima de mim. Tudo que estava me impedindo de dormir e me causando mal. Só assim eu consegui compreender minha juventude e toda jornada que ainda preciso seguir na vida. Estou bem melhor agora. Estou caminhando também, com passos suaves e devagar, mas caminhando. Se esse for o ritmo que vai me fazer bem é ele que eu escolho. Porque meu coração está em paz agora, e é assim que eu gosto que ele esteja.

Resenha| Lúcida, de Ron Bass e Adrienne Stoltz


Autores: Ron Bass, Adrienne Stoltz / Ano: 2016 / Páginas: 364 / Editora: Galera Record/ Nota: 5
Sinopse: Um thriller psicológico eletrizante, do roteirista de Rain Man e O casamento do meu melhor amigo. Sloane é uma aluna nota 10, com uma grande e amorosa família. Maggie vive uma existência glamorosa e independente, como aspirante a atriz em Nova York. As duas não poderiam ser mais diferentes. A não ser por um pequeno detalhe, algo que não têm coragem de revelar a ninguém. À noite, cada uma sonha que é a outra. Os sonhos são tão vívidos que as garotas sentem e experimentam o que a outra está passando naquele momento. Seriam as duas reais? Uma delas estaria mentalmente instável e imaginando a outra? Seriam ambas a mesma pessoa? Qual delas é real?
Sloane sonha com Maggie todos as noites. Meggie também sonha com Sloane todas as noites. Uma sonha com a vida da outra desde que se lembram, mesmo estando em cidades diferentes.

Meggie tem dezessete anos, sonha em ser uma grande atriz, ama sua irmã mais nova, Jade, e sofre pela perda do pai que tanto a compreendia. Praticamente abandonada pela mãe que só pensa em trabalho, Maggie teve que amadurecer mais rápido e assumir responsabilidades que fazem as pessoas a acharem mais velha do que a idade que tem.

Já Sloane parece ter entrado em um luto profundo pela morte de seu melhor amigo. Fechada em seu mundo particular e quieto, a garota ainda não consegue compreender porque se afastou tanto de sua mãe e tem raiva da mesma. Guardando todo sentimento ruim e seus sonhos esquisitos para si mesma ela tenta compreender porque sonha com a vida de outra menina e porque James, o garoto novo da escola, é tão familiar e atraente para ela.

Já imaginava que Lúcida seria aquele livro de deixar qualquer um pensativo e louco. Foi por isso mesmo que o solicitei na hora. É um desafio grande, (e gostoso para mim), ter que passar a leitura inteira adivinhando o fim que todo aquele enredo intrigante e confuso vai tomar. E foi justamente isso que aconteceu.

O livro é narrado por Meggie e Sloane, cada capítulo intercalado entre as duas, de forma simples e bem explicada. Talvez a introdução seja um pouco confusa, mas depois quem está lendo compreende que foi um jeito necessário que os autores encontraram de mostrar o início, como tudo ocorreu. A história tem um mistério muito envolvente do começo ao fim. Todo enredo gira em torno de descobrir o que realmente acontece com as meninas e como tudo irá se resolver no final.

Tanto Maggie quanto Sloane são personagens bem diferentes e bem construídas da sua maneira. Nunca sei quando qual autor está escrevendo em um livro conjunto, mas a personalidade marcante de cada personagem pode dar uma ideia a respeito da escrita de Ron e Adrienne.

Amei cada cena de confusão mental explorada e bem detalhada que os autores trouxeram para o enredo. Isso ajudou muito a sentir tudo o que Meggie/Sloane estavam passando em um momento crucial. Lúcida foi aquele livro eletrizante que trouxe inúmeras emoções e pensamentos. Terminei o livro há muito tempo, mas o final ainda me intriga com possíveis teorias sobre o desfecho.

Eu recomendaria o livro para todos, mas depois de ler algumas resenhas no Skoob percebi que talvez a leitura seja melhor para quem está acostumado com o gênero de thriller psicológicos. No demais posso dizer que foi um livro maravilhoso, que abriu muito bem minha meta de leitura desse ano e me trouxe uma sensação incrível ao realizar a leitura.

Resenha feita em parceria com a Galera Record.

Resenha| A Garota do Calendário - Março, de Audrey Carlan


Autora: Audrey Carlan / Ano: 2016 / Páginas: 144 / Editora: Verus / Nota: 2,5/5
Sinopse: Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Mia vai passar o mês de março em Chicago com o empresário Anthony Fasano, que a contrata para fingir ser noiva dele. A princípio Mia não entende por que um homem tão lindo e másculo precisa de uma falsa noiva.

De volta a rotina de Acompanhante, Mia está pronta para conhecer seu novo cliente e ganhar o dinheiro necessário para sanar a divida altíssima que seu pai fez. A pior parte disso tudo não é nem ser uma acompanhante, mas sim porque o homem a quem seu pai deve é seu ex namorado, que para deixar a vida de Mia pior do que já estava, deu uma surra em seu pai fazendo com que ele entrasse em coma.

Nesse mês Mia terá que ser noiva de Anthony, um herdeiro de família tradicional italiana, que esconde um grande segredo da mídia e de seus familiares. Colocando seus dons de atriz em pratica, Mia encarna a boa noiva e passa o mês de Março conhecendo pessoas maravilhosas e até mesmo revivendo o passado com alguém que marcou sua vida profundamente.

Fica um pouco complicado fazer um resumo simples de um livro que já é curto, ainda mais quando ele é o terceiro livro da série. "A Garota do Calendário - Março" continua narrando a vida de Mia com acompanhante de luxo e seus clientes. Não sou muito critica com livros hot porque leio poucos e sei o proposito diferente que eles carregam, mas o pouco que leio já consigo avaliar de alguma forma. Audrey Carlan tem um jeito mais simples de escrever, e muitas vezes esse jeito trás uma história vaga e rápida demais.

Sei que como a história se passa em apenas um mês fica um pouco complicado dosar a velocidade do enredo, mas nos quatro livros que li da série até hoje (li o mês de Abril também), percebi que a autora demora demais desenrolando o começo e depois, na pressa, joga todos os fatos marcantes no final e encerra tudo. Isso deixa a história muito vaga e o leitor com inúmeras perguntas. A vida de Mia em algumas partes fica em segundo plano, mas em outras ela ganha um destaque legal que acaba mostrando uma parte mais intima e sentimental por parte da personagem. Isso tira um pouco o foco das cenas de sexo e não deixa narrativa tão vazia.

"A Garota do Calendário - Março" é aquele livro que se encaixa ou não no seu gosto. Ao todo para mim a leitura não foi espetacular, porém não foi tão desperdiçada. Foi razoável, até então.  A leitura é mesmo dedicada pra quem gosta do gênero ou escolheu ler algo mais leve para passar o tempo, como eu. Então é recomendado que você tenha um dos dois itens que citei para iniciar a série.

Resenha feita em parceria com o Grupo Editorial Record.

Resenha| A Esperança é uma Torta de Maçã, de Sarah Moore FitzGerald



Autora: Sarah Moore Fitzgerald / Editora: Galera / Páginas: 176/ Nota: 4/5
Sinopse: Um romance delicado sobre pertencimento, primeiros amores e bullying. Oscar é o melhor amigo e vizinho de porta de Meg. Ele tem o incrível dom de consertar qualquer problema assando tortas de maçã perfeitas. Mas nem suas renomadas tortas conseguem aplacar a tristeza de seu pai, ainda de luto pela morte da esposa. Quando Meg recebe a notícia de que irá se mudar para a Nova Zelândia por seis meses, ela fica devastada com a ideia de ficar tanto tempo longe do amigo. Para piorar tudo, a casa de Meg é alugada pela família da terrível Paloma Killealy, que inventa todo tipo de mentiras sobre o garoto na escola. De repente, Oscar desaparece. Sua bicicleta e suas roupas são encontradas no litoral, e todos acreditam que o pior aconteceu e ele cometeu suicídio. Com a ajuda do irmãozinho de Oscar, Meg decide investigar o paradeiro dele, e por mais difícil que seja, nunca abrir mão da esperança.

Quando Meg recebeu a notícia de que iria morar em outro país durante um tempo, o mundo de Oscar, seu melhor amigo, desabou. O garoto acostumado a ter sua melhor amiga na janela todos os dias ficou triste por sua partida, mesmo assim fez de tudo para que Meg se sentisse confortável com a ideia de conhecer um lugar novo, com pessoas novas e aventuras novas.

Tentando preencher a mente com algo novo enquanto Meg não voltava, Oscar decide ser simpático e acaba conhecendo sua nova vizinha Paloma. A menina linda, dos cabelos louros, que esta sempre acostumada a ser o centro das atenções logo se interessa por Oscar, mas algo nele não lhe agrada muito: sua inocência e suas tortas de maçã. As tortas de maçã, que Oscar aprendeu a fazer com a avó, são a solução para diversos problemas que as pessoas tenham em sua vidas. Mas para Oscar, neste momento, elas podem ser um pequeno problema.

Com um título estilo bem auto-ajuda, A Esperança é uma Torta de Maçã trouxe uma história juvenil bem gostosa que nos mostra como muitas pessoas na sociedade se deixam levar pela opinião que lhes é imposta e como isso pode trazer graves consequências para a vida de alguém.

A história é narrada pelos dois personagens principais, Meg e Oscar. Como a autora preferiu mostrar as cenas que se passam depois do sumiço de Oscar primeiro, os primeiros capítulos são um pouco confusos, mas depois tudo se encaixa no tempo que deveria ocorrer. Essa escolha de mostrar os fatos que desenrolaram o enredo depois foi uma boa jogada, porque o leitor se sente preso pra saber o que aconteceu com um personagem tão quieto e o que o levou a fazer o que fez.

Pode-se dizer que o foco da história é mostrar como a vida de Oscar foi arrasada por boatos maldosos e inveja, mas temos também pequenos focos com assuntos secundários que foram importante para a construção de todos os personagens e até mesmo da conclusão.

Falando assim parece que a história é confusa e muito detalhista, mas acontece que o livro é bem simples de ler e acompanhar. Foi uma leitura com todos os pontos que eu esperava. Uma história boa e envolvente, personagens profundos e bem feitos, e uma escrita leve que me trouxesse uma facilidade maior para ler o livro brevemente.

A Esperança é uma Torta de Maçã pode ter uma lição simples sobre a amizade, esperança, se entregar ao que sente e viver. É uma leitura muito recomendada para quem quer ler um livro rápido com uma história legal.

Resenha feita em parceria com a Galera Record.

Sorteio| Aniversário Perdida na Biblioteca


Hoje vai ser uma festa!!! Porque em Janeiro o (novo) Perdida na Biblioteca completa 1 ano de vida!
E você é convidado de honra dessa super festa!

Mas agora vamos as regras?
Leiam com muita atenção!
  • A promoção tem início no dia 08/01 e terminará no dia 05/02 à meia noite.  
  • Será um ganhador para cada grupo. 
  • O ganhador deve residir e ter endereço de entrega em território nacional.
  • O resultado será divulgado aqui no blog, nas redes sociais e no próprio formulário do Rafflecopter
  • O contato com o ganhador será feito através do email cadastrado no formulário Rafflecopter. Portanto, utilize um email que você verifique com certa frequência. 
  • O ganhador terá o prazo máximo de 48h para responder o email com seus dados completos para o envio dos prêmios. Caso isso não ocorra, um novo sorteio será realizado. 
  • Os blogueiros tem o prazo máximo de 30 dias para a postagem do prêmio, contando a partir da dat de divulgação do resultado. 
  • Cada blogueiro é responsável pelo envio do livro que disponibilizou para esta promoção. 
  • Não nos responsabilizamos por atrasos na entrega devido a eventuais greves dos Correios ou qualquer extravio. Caso o prêmio retorne ao blogueiro por algum motivo, ele não é responsável pelo reenvio do mesmo ao ganhador. O reenvio poderá ser acordado entre as partes posteriormente, ou não. Com o reenvio sendo pago pelo ganhador. 
Leu tudo? Então pegue um pedaço do bolo e vamos começar a descobrir os presentes! 



Blogs participantes: 
Cachola Literária - Porque o céu é azul
Leitura Maravilhosa - E se fosse verdade
Parafraseando Livros - O voo da Libélula
Pobre Leitora - Eu fico loko 3
Perdida na Biblioteca - Gêmeas do Gelo
Livros & Bolinhos - O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares


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Blogs Participantes: 
Seja Cult - Claro que te amo
La vie est ailleurs - Nós
Da Imaginação à Escrita - Tá, e daí?
Fórmula do Amor - Tequila Vermelha
Perdida na Biblioteca - Rio - Paris - Rio


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Blogs Participantes:
Procurei em Sonhos - A rosa louca
Pitada de Cinema e Leitura - Príncipe Mecânico
Ler para Divertir - Esperando por Doggo
Perdida na Biblioteca - Nevando em Bali
Escuta Essa - Comprometida


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Resenha| Amor Plus Size, de Larissa Siriani


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Autora: Larissa Siriani /Ano: 2016 / Páginas: 280 / Editora: Verus / Nota: 3/5
Sinopse: Maitê Passos é uma garota linda, de dezessete anos e mais de cem quilos. Ela passou a infância e a adolescência sendo resumida ao peso. Mas e quando é justamente esse o fator que pode mudar completamente a sua vida?
Em meio ao turbilhão do ensino médio, com uma mãe obcecada por dietas, um crush antigo por Alexandre, o cara mais gato da escola, e uma amizade deliciosa com Isaac, fotógrafo amador, Maitê vai descobrir que não precisa ser igual a todas as outras meninas para ser feliz.
Neste romance corajoso e cheio de reviravoltas, Larissa Siriani narra a história de uma jovem descobrindo seu lugar no mundo, construindo uma jornada incrível de autoconhecimento, aceitação e empoderamento

Maitê Passos é gorda. Seu tamanho fora do "normal" sempre incomodou sua mãe, que a empurrava dietas que Maitê nunca conseguiu seguir. Invisível na escola, apaixonada pelo carinha mais bonito de lá e lutando contra problemas de aceitação, a única coisa que a fazia feliz no momento era a presença de seu melhor amigo, Isaac, que desde pequeno a aceita como é e apoia seus sentimentos.

Foi Isaac, seu fiel escudeiro, que lhe deu o pontapé inicial para a carreira de modelo, que Maitê nunca achou que seguiria. E agora a bela moça terá que superar sua timidez e embarcar de cabeça nessa aventura que ira definir o destino de seu futuro e até mesmo sua carreira.

Quando li o título do livro e a sinopse, logo o solicitei. Estava afim de ler algo fora do padrão e quem sabe descobrir uma nova história que mexesse comigo de uma forma profunda. "Amor Plus Size" acabou se mostrando um pouco clichê em determinados pontos, e talvez, para mim, a autora tenha fugido só um pouquinho do assunto principal do livro.

Aparentemente o livro é um grande quebrador de tabu. E até é um pouco, mas não da forma que eu esperava. Tive um pouco de dificuldade de ler o que se desenvolveu na história e ainda não concordo tanto com algumas coisas presentes nele.

Vamos começar por uma coisa que tenho observado de tempos pra cá: a forma clichê e, de certa forma, padrão que os personagens "quebradores de tabu" vem apresentando em alguns livros. No caso em questão preciso ressaltar a forma como Maitê e suas amigas se referiam a meninas magras e populares de sua escola. OK, quem nunca falou mal de alguma colega de qualquer ambiente sociável que atire a primeira pedra, mas nesse caso foi muito incômodo ler as comparações que a própria excluída fazia de outras pessoas. A sensação de ver essas atitudes é meio sem sentido. Precisava muito ter algo diferente no enredo e talvez essa diferença fosse um pouco mais de sororidade* por parte das meninas.

Outra ressalva que pode ser feita é a necessidade que alguns escritores ainda encontram em fazer com que o bonitinho só se apaixone pela "diferente" depois que ela se transforma e entra no padrão social, nem que seja só um pouco. Digo e repito: isso precisa parar! Você não quebra preconceito nenhum insinuando que uma menina só vai ser amada se for feminina.

Saindo bem mais do conceito e aprofundando mais a questão técnica do livro, percebesse que Larissa Siriani ainda está evoluindo na forma de escrever e desenvolver o enredo. Por vezes me irritei com o excesso de expressões como: revirar os olhos e algumas referências excessivas a banda One Direction.

Os assuntos do livro se perdem um pouco. O que foi proposto como a história de uma modelo Plus Size se torna a busca por um romance não correspondido, no meio temos um caso de bulimia e anorexia e depois volta para um romance. A trajetória de Maitê como modelo foi meio que deixado de lado e com isso a lição de superação e amor próprio foi ficando um pouco apagada.

Mesmo assim acabei gostando da leitura por ter sido leve e simples. É muito válido recomendar a leitura para meninas que estão passando pela fase da puberdade e querem encontrar uma personagem com suas formas nos livros. A única coisa que espero é que da próxima personagens como Maitê foquem mais na própria valorização e não em coisas secundárias.

Sororidade é a união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum.

Resenha feita em parceria com o Grupo Editorial Record.

Resenha| Princesa das Águas, de Paula Pimenta



Autora: Paula Pimenta / Ano: 2016 / Páginas: 368 / Editora: Galera Record / Nota: 3/5

Sinopse: "Ele estava tão perto que pude perceber a tonalidade verdadeira dos seus olhos. Antes eu pensava ser da cor de uma piscina. Mas agora eu via que não era bem isso. Eles eram como o mar quando fica mais fundo... Aquele tom exato em que o verde se torna azul."
Arielle Botrel é uma nadadora famosa, prestes a viver o maior desafio de sua existência: participar das Olimpíadas pela primeira vez. Porém, ao contrário do que todos pensam, ela não possui tudo que deseja. Por ser a filha caçula de uma grande família, a garota é muito protegida e, apesar das medalhas e dos troféus, sonha com um cotidiano diferente, onde possa ser livre. Até que um dia um acidente faz tudo mudar. Arielle é apresentada a um mundo novo... E nele existe alguém que vira sua vida de cabeça para baixo. Porém, para conquistá-lo, ela terá que abrir mão de sua voz. Será que Arielle - sem uma única palavra - vai conseguir conquistar esse príncipe? E se no coração dele já existir outra princesa?

Arielle é uma garota de 16 anos que está prestes a realizar um dos maiores sonhos dela: participar das Olimpíadas, que serão sediadas aqui no Brasil, como a maior promessa da natação do país. 

Por ser uma atleta de alto nível, ela tem uma rotina muito rígida de treinos e alimentação, o que faz com que tenha uma vida um pouco diferente das outras jovens da idade dela e se sinta presa ao que o pai e o treinador querem que ela seja, ao invés de realizar as próprias vontades. Isso faz com que Arielle seja um pouco rebelde: ela sai escondido para bares e festas quando na verdade deveria estar polpando o corpo para o esporte. 

Em uma dessas saídas, em uma festa de confraternização de atletas na Suíça (que Sula -ou Sulamita, o nome completo- a convidou), Arielle conhece Erico, um tenista que também é uma promessa das Olimpíadas. Aliás, conhecer não é o verbo correto, o que ela fez foi salvá-lo. Acontece que, em um determinado momento, Erico resolveu sair do ambiente da festa para falar ao telefone (com Arielle o seguindo, porque ela estava louca de paixão por ele) e se assustou com o cachorrinho que o estava perseguindo e acabou por cair na piscina. Arielle, sem pensar duas vezes, correu para resgatá-lo. 

Até que uma ambulância chegasse, a garota achou que deveria mantê-lo acordado, e por isso cantou para ele. Mas, mesmo assim, quando Erico se recuperou do acidente, ele não se lembrou quem o salvou. O garoto tentou fazer uma busca pelas redes sociais pedindo para que a salvadora dele se pronunciasse, mas Arielle não fez isso. 

E agora, como será que os dois vão se reencontrar? Será que esse reencontro vai acontecer mesmo? O que esperar das Olimpíadas? Ela promete!

Eu fiquei muito feliz quando a Sofia (dona desse blog lindo) me perguntou se eu gostaria de ler Princesa das Águas, porque fiquei muito interessada no livro, já que ele é um reconto da história d'A Pequena Sereia, uma das minhas princesas favoritas da Disney. 


De cara, podemos perceber que a estrutura da história original e da adaptação não mudou, veja: 
- Ambas as personagens principais têm 16 anos;
- O pai das duas é super protetor;
- Ambas fazem um acordo com uma pessoa do mal para conquistar o coração do amado;
- Até mesmo os nomes escolhidos pela autora estão fáceis para identificar os personagens: Arielle (Ariel), Erico (Erick), Sula ou Sulamita (Úrsula). 

Sula, uma das garotas da equipe de nado sincronizado do Brasil, aparenta ser muito simpática e prestativa no começo, mas ao longo da narrativa percebemos que não é bem assim. Ela me incomodou MUITO ao longo da narrativa por ser bastante insuportável. 

Algumas ações de Arielle também me deixaram muito irritada, porque ela não media as consequências do que fazia e às vezes tinha pensamentos e tomava atitudes muito infantis. 

Acho que minha nota para o livro foi baixa pela construção ruim dos personagens. O que salvou a narrativa foi Lino, o melhor amigo de Arielle, muito atencioso e cabeça aberta.

Se houver outras releituras da autora, como de A Bela e a Fera (e acredito que vai ter), eu gostaria de ler, mas não é algo que me deixa extremamente ansiosa. Seria mais para passar o tempo. "Princesa das Águas" é o terceiro livro da série Princesas Modernas.  


Luiza Lamas é blogueira e dona do Choque Literário.

Resenha| Muito amor, Por favor

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Autores: Frederico Elboni, Arthur Aguiar, Ique Carvalho, Matheus Rocha / Ano: 2016 / Páginas: 240 / Editora: Sextante / Nota: 2,5/5
Este livro reúne textos que mostram o amor do ponto de vista de quatro jovens que escrevem sobre relacionamentos legítimos e atuais, que souberam se reinventar. Sem medo de expressar seus sentimentos, deixam para trás estereótipos já obsoletos – como o controlador machista ou o piegas choroso – e falam sobre viver a dois e sobre a natureza das relações em todos os seus aspectos. Assim, cada autor reflete sobre o amor representado por um elemento: Arthur Aguiar escreve que “O amor é água”, dizendo que ele é fluido, mas por vezes gelado; ora tempestade, ora profundo. Fred Elboni explica que “O amor é ar”, mostrando a leveza de se amar sem sofrer, da brisa que envolve os apaixonados, mas que por vezes torna-se furacão. Ique Carvalho se debruça sobre quando “O amor é fogo”, que arde, aquece a alma, mas que também pode incendiar até doer. E Matheus Rocha conta que “O amor é terra”, estável, tranquilo, mas que não escapa dos terremotos da vida, que tiram tudo do lugar para que a rotina não o extermine. Um livro apaixonante, para quem ama e para quem quer amar um dia... e sempre. 
Quatro autores tiveram a missão de falar do amor em forma dos quatro elementos naturais. Frederico Elboni, Arthur Aguiar, Ique Carvalho, Matheus Rocha contam experiências amorosas que tiveram ao longo de suas vidas e que de certa forma os marcaram.

Esse é o primeiro livro com mais de um autor que leio, então fica meio impossível não ter aquele autor que você acabou gostando mais que os demais. A proposta de colocar os quatro elementos para cada um deles foi bem interessante, mas pensei que eles teriam uma influência maior em cima dos textos escritos. Faltou um pouco mais de fogo, água, terra e ar nos textos que li.

Acredito que esse seja um dos livros mais lindos publicados pela Arqueiro. A diagramação ficou muito linda, caprichada e diferente de outros livros da editora.

Ique e Frederico foram meus favoritos. Ique porque abordou o amor fora do padrão casal e estendeu o sentimento para seu pai, que lhe ensinou coisas muito lindas a respeito da vida. Frederico por ter uma escrita marcante e madura que me atraiu bastante.

Alguns dos textos não me cativaram tanto quanto eu esperava que fossem me cativar, e me pergunto se isso aconteceu porque eu não estava no clima de lê-los nesse momento. Então recomendo a leitura para quem conhece o trabalho de um dos autores, ou que deseja ler um livro de textos, ou que esta no clima mais "amorzinho" de ver a vida.
Resenha feita em parceria com a Editora Arqueiro.

Sorteio| Bolão da Virada 3



Dessa vez, o Minha Velha Estante se uniu a vários blogs para deixar a sua virada de ano bastante literária. Serão 4 kits fantásticos e você pode concorrer a todos eles! Basta preencher o formulário, divulgar bastante e torcer!

Veja as regras no final da postagem.



- A promoção se inicia hoje, 08/12/2016, e se encerra no dia 08/01/2017.

- Os participantes deverão seguir todas as regras obrigatórias referentes ao kit que deseja concorrer.

- Cada participante só poderá ser sorteado em apenas 1 kit.

- Os sorteado deverá ter um endereço de entrega no Brasil.

- Os sorteados terão 48 horas após a divulgação dos resultados para entrar em contato pelo email minhavelhaestante@gmail.com, reclamando o seu prêmio, com os dados para entrega.

- Caso o sorteado não entre em contato no prazo determinado, outro sorteio será feito.

- Os blogs terão 30 dias para enviar o prêmio oferecido.

- Nenhum blog será responsável por extravio ocasionado pelos Correios, bem como pelo custo de reenvio em caso de endereço incorreto.

- Os livros chegarão em datas diferentes pois serão enviados por blogs diferentes.

Qualquer dúvida deixe um comentário nessa postagem ou mande um email para minhavelhaestante@gmail.com.

Resenha| Dica da Ka, de Karina Milanesi


Autora: Karina Milanesi / Ano: 2016 / Páginas: 120 / Editora: Editora Belas Letras / Nota: 2,5/5
Sinopse: Invente, recicle, reuse, decore, transforme sua casa e sua autoestima, colocando sua identidade naquilo que você toca. Venha botar a mão na massa com Karina Milanesi, uma das maiores especialistas em DIY (Faça você mesma) e fundadora do Dica da Ka, canal com mais de 40 milhões de visualizações no Youtube. Surpreenda-se com o que você tem o poder de fazer sozinha, mas não imaginava! Motive-se, divirta-se muito e descubra ao longo das páginas deste livro (incluindo esta capa) dons escondidos em você com dicas inéditas de decoração da Ka, com o passo a passo de cada uma. Porque não tem presente tão bom quanto ouvir um elogio por algo que você fez e responder: “Gostou? Fui eu que fiz!”.

Conheço a página "Dicas da Ka" pela minha irmã, quando a mesma estava viciada em decorar suas roupas de forma prática, sem precisar pagar por isso.

Não acompanho o trabalho da Ka, mas já vi alguns vídeos interessantes dela sobre decoração. Recentemente ela lançou um livro com suas dicas pela editora Belas-Letras, como parceira recebi um exemplar para a avaliação.

O livro tem como foco dicas rápidas para reaproveitar objetos simples em uma decoração mais elaborada que transforme o ambiente da casa. Não foi de fato uma leitura e sim um livro para folhear algumas páginas e quem sabe ter umas idéias. Sendo um tanto sincera, e nessa parte minha irmã concorda, talvez o livro não seja algo incrível e maravilhoso que vá fazer uma grande diferença, mas tem sua parte boa.

O capricho do livro ficou muito bom. Tem moldes e fotos que ajudam a realizar as dicas dadas. Tudo muito fofo e a cara da Ka, mesmo assim senti falta de algo mais em toda obra. Pra quem pensa em conhecer o trabalho da Ka e quer começar a fazer sua própria decoração é uma ótima pedida para o momento.

Resenha feita em parceria com a Editora Belas-Letras.

Resenha| Boa Noite, de Pam Gonçalves


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Autora: Pam GonçalvesAno: 2016 / Páginas: 240 / Editora: Galera / Nota: 5/5
Sinopse: Alina quer deixar seu passado para trás. Boa aluna, boa filha, boa menina. Não que tudo isso seja ruim, mas também não faz dela a mais popular da escola. Agora, na universidade, ela quer finalmente ser legal, pertencer, começar de novo. O curso de Engenharia da Computação - em uma turma repleta de garotos que não acreditam que mulheres podem entender de números -, a vida em uma república e novos amigos parecem oferecer tudo que Alina quer. Ela só não contava que os desafios estariam muito além da sua vida social. Quando Alina decide deixar de vez o rótulo de nerd esquisitona para trás, tudo se complica. Além de festas, bebida e azaração, uma página de fofocas é criada na internet, e mensagens sobre abusos e drogas começam a pipocar. Alina não tinha como prever que seria tragada para o meio de tudo aquilo nem que teria a chance de fazer alguma diferença. De uma hora para outra, parece que o que ela mais quer é voltar para casa.

Julgando o livro pela autora, fiz corpo mole na hora de ler "Boa Noite". Me desculpem pela sinceridade, mas não consegui me atrair pelo livro logo de cara, então essa seria minha última opção de leitura para o ano. Mas para minha felicidade, eis que a leitura foi tão incrível que estou aplaudindo de pé Pam Gonçalves pela ótima obra que ela fez.

Alina é uma jovem prodígio de uma cidade pequena, que decidiu ir para uma cidade maior cursar sua faculdade. Disposta a respirar um ar novo e buscar seu lugar ao sol, ela se joga em uma vida totalmente diferente da que tinha. Com as novidades da cidade Alina acaba fazendo amigos novos, está em um curso formado por noventa por cento de homens preconceituosos que só sabem fazer piadas machistas, com ela e suas colegas e, quem sabe, um novo amor.

Na bagagem também veio uma rotina que ela nunca esperava: arrastada pela amiga, Alina começa a ir em festas, beber um pouco e até se soltar para dançar, coisa que ela nunca imaginava que faria. Só que nada é tão fácil assim, e a moça simples e delicada descobre algumas coisas sobre os jovens da faculdade que vão deixar ela revoltada. Mas Alina tem a chance de mudar as coisas se juntando as amigas de curso para poder ajudar não só as alunas do campus, como também meninas de todo lugar.

Começo elogiando a forma como Pam tratou um assunto sério da forma que realmente deve ser tratado. Ultimamente tenho lido livros juvenis ou adultos onde os autores colocam um assunto delicado no livro e o tratam apenas como forma de entretenimento ou enchimento de linguiça e não como algo que vá mudar a cabeça de quem leu.

Diferente do que citei acima, encontrei em "Boa Noite" uma ótima forma de quebrar preconceitos e ao mesmo tempo entreter o jovem que está lendo de uma forma tranquila e mais atual. Apenas duas coisas me incomodaram na leitura. Uma delas foi sentir um certo medo da autora de fazer com que Alina sofresse algo, como se ela fosse intocável só por ser a principal. Claro que eu tinha medo de que algo ruim acontecesse, mas percebi que tudo acontecia com outras garotas com mais facilidade do que com a principal.

O último ponto foi o excesso de referências. Tenho percebido isso em inúmeros livros nacionais e vejo que os autores estão se apegando demais a series, livros e sagas que gostam, e isso tira um pouco da minha atenção do cenário do livro (principalmente quando falam de Harry Potter). Tirando esses pequenos detalhes não tenho que reclamar de nada! A escrita da Pam é perfeita, a leitura foi um deleite e eu recomendo eternamente que seja feita.

O único motivo que fez com que eu não favoritasse o livro foi porque achei as ultimas paginas corridas demais. Talvez uma pisadinha no freio e mais páginas na história caíssem extremamente bem. Até porque o livro poderia ter inúmeras páginas que eu não ligaria.

Resenha feita em parceria com a Galera Record.

Resenha e Sorteio| O Coração da Esfinge, de Colleen Houck

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Autora: Colleen Houck / Ano: 2016 / Páginas: 368 / Editora: Arqueiro / Nota: 2,5/5
Sinopse: Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.
Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.
Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.
Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.
Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.

Depois de "O Despertar do Princípe"ter sido um livro maravilhoso que deu um incrível pontapé no inicio da série, tudo que se espera de "O Coração da Esfinge" é que a autora, Colleen Houck, tenha o mesmo pique e emoção na continuação.

Mesmo ansiosa para dar continuidade à série e me deliciar mais uma vez com a história de Colleen, os primeiros capítulos não conseguiram me satisfazer tanto quanto desejava, e logo no início percebi alguns pontos que me incomodaram até o final do livro.

Lilian segue sua vida como se nada tivesse acontecido. Depois que Amom se foi, a única coisa que lhe restou foi seguir os planos de seus pais que incluíam ir a faculdade e ter uma carreira profissional bem sucedida como a deles.

Para ficar em paz com a família, Lily aceita traçar os paços desejados pelos pais. Como último pedido antes de ir para a faculdade, a menina pede para passar as férias na casa da avó e para seu espanto recebe a visita de alguém inesperado. Um deus egípcio. A notícia não é boa. Amon corre perigo e para salvar seu amado Lily terá que fazer coisas inusitadas desde virar uma esfinge à derrotar uma perigosa rainha do mundo dos mortos. Com todo amor que possui, Lily irá para a batalha. Mesmo com medo e suas fraquezas aceitará o desafio de salvar o mundo das garras de Seth e Amon do risco de se perder no mundo dos mortos.

Quem leu "O Despertar do Príncipe" e depois leu "A Maldição do Tigre" pode ter cometido o mesmo erro que o meu. A evolução da escrita da autora fica notável e isso atrapalha a leitura do primeiro livro publicado por Colleen. No caso de "O Coração da Esfinge" a coisa foi um pouco diferente.

O primeiro ponto que me incomodou na continuação foi o fato de não sentir algo mais na escrita da autora. Algo que me animasse e me mostrasse um potencial de evolução no que ela escreve. Foi como se eu lesse os outros dois livros citados acima, só que com personagens e um cenário diferente.

A clichê fórmula garota se apaixona por vários garotos ou amigos/irmãos/primos que se apaixonam pela mesma garota foi o segundo ponto negativo para mim. Não entendi porque a autora quis praticamente repetir a história de sua primeira saga (fontes seguras me contaram o final da Saga do Tigre) mudando apenas a mitologia em questão. Não sei se ela faz isso porque acaba criando personagens que ama demais e depois quer que todos eles fiquem com a garota. Já podemos encaixar ai o ponto três, que é a falta de outras meninas principais no enredo. Somente Lily chama a atenção e faz tudo para salvar tudo, enquanto está rodeada de meninos (isso acontece também em A Maldição do Tigre).

Por último tem a enrolação que ocupa metade da história. Ao invés de ir direto ao ponto a autora cria situações, "aventuras" e historias demais, quando não é necessário. Preciso observar também que o fato de Lilian viver em uma era tecnológica e não fazer nem ao menos uma pesquisa sobre a mitologia egípcia me deixou de cara. Sério que a menina se apaixonou por uma múmia, viajou a lugares por magia, conheceu deuses e nem ao menos fez uma pesquisa mais funda para saber o que estava acontecendo? Com isso ela se tornou uma personagem que só recebe uma bomba de conteúdo e nunca, nunca mesmo, sabe de nada. Nem o nome dos deuses mais importantes ela sabe. Entendo que talvez isso ocorra para dar mais informações ao leitor, mas da pra ser uma personagem forte e saber algumas coisas, não?

Não sei ao certo se pretendo concluir a série. Sendo muito sincera meu maior interesse é em ter todos os livros do que realmente lê-los. Foi muito ruim ler uma continuação que tinha tudo pra ser boa, mas acabou sendo estranha. Sendo assim perdi meu pique para terminar a série e ler outros livros da autora, e infelizmente não sei se aquela emoção profunda vai voltar.

Resenha feita em parceria com a Editora Arqueiro.
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