Resenha: Amor à Moda Antiga

17:40 Sofia Trindade - Fórmula do Amor 0 Comments


 Amor à Moda AntigaAutor: Fabrício Carpinejar
Ano: 2016 / Páginas: 104
Editora: Belas Letras
Nota

Sinopse: Em seu aniversário de 43 anos, Fabrício Carpinejar ganhou de presente uma velha máquina de escrever Olivetti Lettera 82 verde-esmeralda. Desde esse dia, ele se dedica a escrever nela poemas de amor e a guardá-los como um inventário de seus sentimentos e emoções ao longo de sua carreira. Pela primeira vez, a Belas-Letras publica esses poemas exatamente como os originais foram enviados à editora, em maços de papel despachados pelos Correios, sem nenhum tipo de correção ortográfica, edição ou retoques, inclusive com as próprias anotações à mão feitas pelo próprio Carpinejar. Todos os textos de Amor à Moda Antiga (inclusive este) foram originalmente escritos em máquina de escrever. O resultado é um livro orgânico, singelo e apaixonadamente imperfeito, exatamente como o amor é. 


Resenha: Eu sempre costumava rejeitar livros com poemas, mesmo que tenha sido por eles que comecei a escrever. O medo de que seja um livro chato com coisas complicadas de entender me dominava e por isso nunca corri atrás de conhecer melhor as obras de escritores famosos, ou não, que continham poemas. Essa visão mudou muito quando solicitei o livro Amor à Moda Antiga de Carpinejar.

A primeira coisa que pensei ao pegar no livro foi na dificuldade que teria para lê-lo e principalmente entender o que o autor queria dizer com seus poemas, mas fiquei extremamente surpresa ao constar que não era nada daquilo que eu havia pensado.

Carpinejar tem uma escrita jovem, de fácil entendimento e poemas super divertidos que animaram minha noite. O bicho de sete cabeças que imaginei logo no começo sumiu na primeira página de leitura e fez com que eu me lembrasse dos primeiros poemas que escrevi na adolescência.

A edição feita pela editora foi toda planejada para passar a sensação de realidade ao leitor. Com poemas únicos em cada página e sem a revisão de cada um deles chega a ser fácil de imaginar o próprio autor digitando em sua máquina de escrever em um dia calmo.

O livro foi feito para mostrar e sentir o amor através das palavras. Carpinejar me conquistou, tirou meu medo e fez com que a curiosidade despertasse em mim para ler outros de seus livros.

Alguns poemas que favoritei:

Preste atenção nos fumantes,
são monogâmicos.
Fiéis a uma única marca de cigarro.
A uma única morte.

Não culpo Deus 
pela caligrafia do meu rosto.
Não se pode escrever bem
e ainda ter letra bonita.

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